"Dizer a um garoto que pare de jogar bola e pegue um livro para ler é totalmente improdutivo. O que se deve fazer é, respeitando seu desejo pelo esporte, criar nelo o desejo de ler histórias.
Que tal pegar um livro como Moby Dick ou Robinson Crusoé e ler para o garoto antes de dormir? Garanto que, no dia seguinte, ele próprio estará motivado a continuar a leitura por si próprio, disciplinando-se com autonomia, da mesma maneira como faz quando quer montar um jogo de Lego.
As escolas precisam também ser mudadas. A maioria delas funciona como uma espécie de prisão. As crianças têm de obedecer a uma série de ordens, decorar inutilidades sem sentido e não podem conversar entre si, especialmetne durante as provas. Mais tarde, quando forem adultas, serão solicitadas, nas empresas, a trabalhar em equipe."
Antônio Suárez Abreu. A arte de argumentar - Gerenciando razão e emoção. Ateliê Editorial.
interlinhas
sábado, 3 de março de 2012
A palavra exata
"Não é que as palavras vagueiem incertas algo: o próprio mundo é incerto, as palavras são exatas". Diante dessa reflexão do protagonista de "Um pai de cinema", romance de Antonio Skármeta, o colunista do jornal O Globo, José Castello, afirma, em crônica publicada em 3 de março de 2012, que se sentiu derrubado. Até então, frequentemente se encontrava brigando com as palavras. "As palavras, propõe Skármeta cheio de fé na escrita, não são inexatas, tampouco insuficientes; ao contrário, elas são nossa única chance de exatidão. Inexato, turbulento, incerto é o mundo e seu destino. Imprecisas são as coisas. Turbulenta é a vida. Das coisas do mundo as palavras, vez por outra, conseguem arrancar nacos rápidos de luz. Como a luz ilusória do cinema, brevíssima, mas que nos inebria e consola. E no entanto, quando o filme termina, voltamos a enfrentar a aspereza do real".
Em palestra proferida em Póvoa de Varzim em fevereiro deste ano, Rubem Fonseca trata do mesmo assunto quando afirma que não existem sinônimos. Segundo ele, "cada palavra tem um significado diferente. Essa coisa de sinônimo é conversa mole pra boi dormir dos gramáticos". Nosso escritor ainda ilustrou seu pensamento com o fato de Gustave Flaubert ter levado cinco anos para escrever Madame Bovary porque estava à procura do "mot juste", a palavra certa. A palestra está no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=QqjLOOs8h5k&NR=1&feature=endscreen
Em palestra proferida em Póvoa de Varzim em fevereiro deste ano, Rubem Fonseca trata do mesmo assunto quando afirma que não existem sinônimos. Segundo ele, "cada palavra tem um significado diferente. Essa coisa de sinônimo é conversa mole pra boi dormir dos gramáticos". Nosso escritor ainda ilustrou seu pensamento com o fato de Gustave Flaubert ter levado cinco anos para escrever Madame Bovary porque estava à procura do "mot juste", a palavra certa. A palestra está no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=QqjLOOs8h5k&NR=1&feature=endscreen
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Digital x impresso
Em artigo publicado no jornal O GLOBO de 22 de fevereiro de 2012, Zuenir Ventura aborda com propriedade a discussão sobre a possibilidade de que os livros impressos desapareçam diante de uma nova modalidade de leitura introduzida pela internet. a leitura, agora, tende a ser "fragmentada, desatenta, interrompida por hiperlinks". Conforme o autor afirma no final do artigo, "Agora voltou à moda decretar o fim do impresso. Para quem, como eu, acredita na convergência e não no antagonismo entre as tecnologias de comunicação, o consolo é que os que anunciaram a morte da imprensa e do livro morreram antes".
O que se constata, nos dias de hoje, é uma resistência à leitura extensa, muitas vezes em forma de livros grossos demais para o pouco tempo de que se dispõe para leitura nessa vida tão corrida. Ninguém se lembra, no entanto, de que o que fica depois de uma boa leitura é algo que não tem preço e que nunca se perderá, seja qual for o rumo que a vida tomar.
O que se constata, nos dias de hoje, é uma resistência à leitura extensa, muitas vezes em forma de livros grossos demais para o pouco tempo de que se dispõe para leitura nessa vida tão corrida. Ninguém se lembra, no entanto, de que o que fica depois de uma boa leitura é algo que não tem preço e que nunca se perderá, seja qual for o rumo que a vida tomar.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Inclusão social
(Íntegra em http://lidoeescrito.blogspot.com/)
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